segunda-feira, 24 de agosto de 2009

É TRISTE MAS... É A REALIDADE

MATÉRIA DO DIÁRIO DO NORDESTE
Cerca de 100 policiais militaresprometem realizar amanhã -Dia do Soldado - a primeira deuma série de manifestações parachamar a atenção das autoridadese da sociedade sobre aquestão salarial e de trabalho.Batizado de “PM no Limite”, omovimento vem ganhando aadesão de praças (soldados, cabose sargentos) e de oficiais demédio escalão (tenentes e capitães)dentro da tropa da PolíciaMilitardo Ceará.A primeira manifestação, segundoinformações que estãocirculando na internet, revelaque os militares farão uma doaçãode sangue no Hemoce. Seráumato simbólico, onde todos osmilitares estarãousandocamisetascomainscrição“PM no Limite”.Nasemanapassada, praticamentetodos os 46 deputadosestaduais receberam e-mail sobreo movimento. Alguns já manifestaramapoio à classe.As camisetas, que irão simbolizaro movimento vêm sendovendidas, desde asemanapassada,em uma loja estabelecida noCentro da cidade. A reportagemdo Diário do Nordeste apurouque mais de uma centena dePMs já adquiriu as camisas.Eles, inclusive, tiveram queapresentar sua identidade militarnahora da compra.Na tarde de ontem, o majorPM Marcus Costa, chefe daQuinta Secção do Comando-Geralda corporação (setor de relaçõespúblicas e Imprensa), informouao Diário que, oficialmente,oComandonão tem conhecimentode nenhum movimentoem nível local. “O que sabemosé que há um movimento nacionalse articulando e encaminhandoe-mail para todos osEstados, falando da questão dossalários”, explica. “Esse movimentoescolheu o Dia do Soldadoporque para nós é uma dataemblemática”, completou.SaláriosOs veteranos policiais militaresdo Ceará reclamam não apenasdos baixos salários, mas, principalmente,da diferença de tratamentoque vêm recebendo doGoverno do Estado em relaçãoaos militares recém-ingressosna corporação para compor osquadros do programa Ronda doQuarteirão. PMs já na ativa hámais de 10 anos, como soldadose cabos, afirmam que seus saláriosestão abaixo do que os novosmilitares recebem. Um soldadodo Ronda, que atua noturno “C” (das 22 às 6 horas)tem salário superior a R$ 2 mil,praticamente, o mesmo vencimentodeumsegundo-tenente.Além da questão salarial, osmilitaresreclamam de vários aspectosno setor operacional,principalmentedarigorosa escalade serviço que tem deixadomuitos doentes. Em matéria especialpublicada no dia 22 dejunho último,oDiáriodo Nordesterevelou a insatisfação da tropacomacarga horária.EmFortaleza, os militares trabalhamaté 44 horas por semana.Já no Interior do Estado,essa jornada supera as 90 horassemanais. Ouvido pela reportagem,o líder do governo na AssembléiaLegislativa, deputadoNélson Martins, admitiu o problema,mas afirmou que a soluçãosomente aconteceria quandohouvesse o ingresso de novospoliciais na corporação, atravésde novo concurso para o Rondado Quarteirão. Na semana passada,48 candidatos que participaramdo último concurso doRonda, cuja situação estava“sub judice”, foram convocadospara oserviço depois quea Justiçareconheceu os seus direitos.Eles já foram submetidos a examedeavaliação física e deverãoestar nas ruas em breve. Todosjá haviam se submetido ao cursode capacitação profissional.ExpansãoO movimento “PM no Limite”vem se expandido por váriosEstados brasileiros. Através doProjeto de Emenda Constitucionalde número 300 (oPEC 300),as associações dos policiais militarespressionam os congressistasa aprovar a emenda que vaipossibilitar a equiparação salarialde todos os PMs do Brasilcom os vencimentos que sãopagos aos policiais militares doDistrito Federal.No DF, o salário de um soldadode 2ª Classe (menor patente)R$ 3.031,38, enquanto o soldode um coronel (maior patente)chega a R$ 15.335,85. No Ceará,o vencimento deumsoldado“comum” (não pertencente aoRonda)éR$1,4 mil.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

DEBATE I I

O artigo da Professora trás o óbvio, mas certamente a população desconhece. O Governador tem boa vontade. Teve coragem de mudar em partes, pois a maior parte, ele não mexeu e acredito que desconhece. Não é salutar que uma categoria traga dentro de seu corpo distorções e disparidades entre seus membros. Enquanto não for corrigido essas desproporcionalidades não haverá um bom policiamento e muito menos uma segurança pública de qualidade. Talvez a socióloga não estudou o que é passar 20 anos numa mesma função (posto), nem falo do salário, pois como foi um concurso público coube a mim a discricionariedade da escolha. Sugiro a qualquer entendido no assunto, ou melhor, a qualquer estranho no assunto, a ler a LEI Nº 13.729, DE 11.01.06 (D.O. 13.01.06). Dispõe sobre o Estatuto dos Militares Estaduais do Ceará e dá outras providências.Como podemos falar de segurança pública de não temos segurança interna (privada)?Eu poderia relatar aqui um dia inteiro essas distorções. Um oficial tenente se passar 20 anos com os braços cruzados ainda assim será um coronel, enquanto um soldado, será apenas um soldado.O artigo 30 desse inconstitucional estatuto, os círculos hierárquicos e a escala hierárquica nas Corporações Militares Estaduais, quando distribui as possibilidades de crescimento dentro APENAS DO CÍRCULO OFICIAL, vejam que absurdo:
a) Quadro de Oficiais Policiais Militares - QOPM;b) Quadro de Oficiais de Saúde - QOSPM;c) Quadro de Oficiais Complementar - QOCPM;d) Quadro de Oficiais Capelães - QOCplPM;e) Quadro de Oficiais de Administração - QOAPM;f) Quadro de Oficiais Especialistas - QOEPM.
Isso quer dizer meus caros especialistas, que os inteligentes legisladores estaduais nem atentaram para o texto enviado pelos senhores feudais, digo coronéis, que apenas criariam possibilidades para um determinado grupo. É muito quadro para pouco oficial. Que tipo de quadro o legislador criou para categoria de Praças?É evidentemente que a discussão é outra, mas não posso aceitar que alguém, que sequer entrou num rancho de um quartel, venha aqui e diga como fazer policiamento, como dividir áreas ou mesmo quantas horas se deve trabalhar. Isso é pequeno. O contexto é outro. Assim como a sociologia estuda os fatos sociais e se baseiam por eles para definirem as cobranças dos governantes, devia, mesmo que em forma de pesquisa, adentrar nesse submundo aquartelado, do qual apenas um grupo come sentado, onde apenas um grupo pode falar, onde apenas um grupo pode ser promovido. Com todo respeito à professora, mas falar de policia, tem que entrar no quartel, caso contrário, vira SENSO COMUM OU EMPIRSMO.Um tenente para ser promovido, sai com uma escala definida, vejam:
I - para a promoção ao posto de Capitão: 6 (seis) anos;II - para a promoção ao posto de Major: 4 (quatro) anos;III - para a promoção ao posto de Tenente–Coronel: 3 (três) anos;IV - para a promoção ao Posto de Coronel: 2 (dois) anos.DISCUTIR ISSO, TAMBÉM É FAZER SEGURANÇA PÚBLICA.VOCÊS SABEM COMO SÃO PROMOVIDAS AS PRAÇAS?
Art. 142. Observado o disposto no art. 140, as promoções serão realizadas pelos critérios de:I - antigüidade;II - merecimento;III - bravura;IV - post mortem.
LEIA O ART. 149 E VEJAM MAIS.Vamos discutir, mas sugiro chamar os Deputados para reparar esses absurdos. Vocês sabem quem pune os soldados? já imaginava. Pune, o tenente até uma quantidade de dias, o capitão com outros tantos, e vai até o coronel com poder máximo (e o judiciário?). Viram? A punição é de acordo com o posto e não pela gravidade do cometimento do delito/infração. E o habeas corpus? E a filiação partidária? E o direito a livre associação? E a greve? São garantias constitucionais, mas não para os políciais….Imagino que a sociologia desconheça esses absurdos. Brasileiros tratando e aceitando subcategorias de profissionais. Pra falar de segurança pública tem que entrar no quartel.

DEBATE

O Programa Ronda do Quarteirão constitui uma iniciativa emergencial importante de enfrentamento da violência, implementada pelo governo Cid Gomes. Ele não ataca as raízes do problema, que são as drogas e armas em poder de marginais, a cooptação pelos bandidos de crianças e jovens para o tráfico, a impunidade, a carência de políticas públicas de inclusão social. Mas o Ronda do Quarteirão representa um divisor de águas ante a letargia dos governos anteriores.
Passado pouco mais de um ano, vem a público as práticas truculentas de alguns policiais do Ronda, os delitos, a depredação de equipamentos dos veículos para vigilância e controle dos ocupantes, e a falta de celeridade na apuração dos fatos. O governador acerta por não se eximir das responsabilidades, não minimizando as denúncias, convocando a população para fiscalizar de perto o Programa, cobrando agilidade da Corregedoria na punição exemplar dos culpados.
Para que o Ronda do Quarteirão cumpra o seu papel de “polícia da boa vizinhança”, de uma polícia cidadã, entretanto, faz-se necessário maior duração da qualificação dos profissionais, exigindo-se equilíbrio psicológico e comportamento ético, além de propiciar-lhes melhores condições de trabalho. Não só para os policiais do Ronda, mas para toda a corporação.
A jornada de trabalho de 48 horas é estafante, desumana, face à periculosidade, à tensão constante a que estão submetidos os trabalhadores. A justificativa do governo não satisfaz - de que não pode reduzi-la por falta de efetivo. Que abra concurso público, então, destinando mais vagas para cobrir a demanda existente. O certo é que a jornada de trabalho não deveria exceder a 40 horas semanais, garantindo-se, assim, a reposição das energias da tropa e o convívio com a família, o estudo e o lazer. Estas deveriam ser as prioridades, visando a uma boa avaliação, tanto do desempenho do Ronda e dos demais policiais, quanto do governo estadual.
Fátima Vilanova - Doutora em Sociologia e vice-presidente da Associação Brasileira de Ouvidores (ABO Nacional)mfatimavilanova@gmail.com

segunda-feira, 27 de julho de 2009

domingo, 26 de julho de 2009

MILITARES

Senhor, existem umas casas onde alguns homens vivem em comum, comendo do mesmo alimento, dormindo em leitos iguais.De manhã, a um toque de corneta se levantam para obedecer.De noite, a outro toque de corneta se deitam, obedecendo.Da vontade fizeram renuncia.Seu nome é Sacrifício.Por ofício desprezam a morte e o sofrimento físico.A beleza de suas ações é tão grande que os poetas não se cansam de celebrar.Os cineastas não se cansam de retratar.Quando eles passam juntos, fazendo barulho, os corações mais cansados sentem estremecer alguma coisa dentro de si.Nós os conhecemos por militares…Corações mesquinhos lançam-lhes em rosto o pão que comem; como se os cobres pudessem pagar a Liberdade e a Vida.Autoridades de vista curta acham-nos caros demais, como se alguma coisa houvesse mais cara que a servidão.Eles, porém, calados, continuam guardando a Nação do estrangeiro e de si mesma.Pelo preço de sua sujeição eles compram a liberdade para todos e defendem da invasão estranha e do risco dos que não conseguem viver em sociedade, dos que sucumbiram ao jugo das paixões.Se a força das coisas os impede agora de fazer em rigor tudo isto, algum dia o fizeram, algum dia o farão.E, desde hoje, é como se fizessem.Porque por definição o homem da guerra é nobre.E quando ele se põe em marcha, à sua esquerda vai a coragem, e à sua direita a disciplina.(Autor Desconhecido)
"Não é uma OBRIGAÇÃO, e sim uma HONRA e uma DETERMINAÇÃO!

ESSA É PARA RIR!!!

PARABÉNS!!!!!

Veleu amigos por me enviarem o video, ficou muito bom e a Sociedade agradece!!!